O que é a ressonância magnética
A ressonância magnética é um exame de imagem que usa um campo magnético forte e ondas de rádio para formar imagens detalhadas do corpo, sem radiação ionizante. Ela é indicada principalmente para estudar cérebro, medula, discos da coluna, joelhos, ombros, ligamentos, músculos e alguns órgãos do abdome e da pelve. É pedida quando o médico precisa de mais detalhe do que o raio-X, o ultrassom ou a tomografia oferecem.
Como o ímã está sempre ligado, a segurança começa antes de você entrar na sala, com perguntas sobre metais e dispositivos no corpo.
A triagem de segurança, item por item
Antes do exame você responde a um questionário. Ele não é burocracia: alguns objetos e implantes podem se mover, esquentar ou parar de funcionar perto do ímã. Informe, mesmo que pareça antigo ou sem importância:
- Marca-passo, desfibrilador ou outros dispositivos eletrônicos implantados
- Clipes de aneurisma, válvulas cardíacas, stents ou implantes no ouvido
- Próteses, placas, pinos ou parafusos de cirurgias
- Bombas de medicamento, neuroestimuladores ou sensores de glicose
- Estilhaços ou fragmentos metálicos, inclusive nos olhos, por acidente de trabalho com metal
- Gravidez confirmada ou suspeita
Se tiver, leve o cartão ou o relatório do dispositivo. Ele ajuda a confirmar se o exame é seguro.
Como é ficar dentro do aparelho
Sem metais
Você guarda celular, chaves, cartões, relógio, joias, grampos e qualquer objeto metálico, e veste o avental indicado.
Posicionamento
Você deita na mesa, e uma peça chamada bobina é colocada sobre a região examinada. Recebe protetores de ouvido e um dispositivo para chamar a equipe.
Sequências de imagem
O aparelho faz barulhos altos e repetitivos, que mudam a cada sequência. O mais importante é ficar imóvel.
Contraste, se pedido
Em alguns exames, um contraste diferente do usado na tomografia é aplicado na veia no meio do exame.
Medo de lugar fechado: como lidar
A sensação de aperto no túnel incomoda muitas pessoas. Algumas atitudes ajudam: conhecer a sala antes, manter os olhos fechados desde o início, controlar a respiração e lembrar que a equipe ouve e vê você o tempo todo. Se o medo é intenso, converse com o médico que pediu o exame antes do agendamento. Só ele pode avaliar se há necessidade de algum medicamento para relaxar, e nesse caso você não deve dirigir depois.
Erro comum: esquecer o celular ou um cartão no bolso. Além de ser um risco perto do ímã, o campo magnético pode apagar cartões de tarja. Esvazie os bolsos antes de entrar.
Achados na ressonância nem sempre explicam a dor
Por ser muito sensível, a ressonância encontra detalhes que também aparecem em pessoas sem nenhuma queixa, como desgaste de discos, pequenas protrusões na coluna ou alterações discretas em meniscos. Ler no laudo que existe uma hérnia ou um abaulamento assusta, mas isso não significa, por si só, que ali está a causa do seu sintoma ou que será preciso operar. O médico relaciona o que a imagem mostra com o exame físico e com a sua história antes de definir qualquer conduta.
Ressonância ou outro exame?
Para ossos e pulmões, a tomografia costuma ser mais indicada. Para tendões superficiais, a ultrassonografia pode bastar. Já para hérnia de disco com sintomas nos nervos, lesões de ligamentos do joelho ou investigação de alterações no cérebro, a ressonância costuma trazer mais informação. A decisão é do médico, com base na sua queixa.
Perda súbita de força, fala enrolada ou perda de controle da urina com dor na coluna exigem pronto-atendimento, não agendamento.
Como a MT2 ajuda na ressonância
Você manda o pedido pelo WhatsApp, a equipe faz a triagem com você e passa o preparo, incluindo jejum quando houver contraste. Leve exames anteriores da mesma região e entregue o laudo a quem pediu o exame.
Preparo, disponibilidade e prazos são informados no agendamento. Muitos exames exigem pedido médico.