Pular para o conteúdo
MT2 Saúde OcupacionalMedicina do trabalho em Goiânia (62) 3661-0052

Laudo de periculosidade: quem trabalha perto do risco grave, com base técnica

Abastecimento, manutenção elétrica, depósito de inflamáveis e vigilância são exemplos de rotinas que podem gerar o adicional de periculosidade. A MT2 avalia o local e a atividade e entrega um laudo que sustenta a decisão da sua empresa.

Para que serve o laudo de periculosidade

O laudo de periculosidade é a avaliação que confirma se uma atividade está entre as situações de risco acentuado previstas na CLT e na NR-16, como contato com inflamáveis, explosivos, energia elétrica e exposição a roubo ou violência física em segurança patrimonial. Ele deve ser elaborado por médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho. A empresa precisa dele quando tem funções que circulam em áreas de risco ou executam tarefas listadas na norma, e quando quer pagar o adicional apenas a quem tem direito.

Situações que costumam entrar na análise

Inflamáveis

Postos de abastecimento, tanques de diesel em transportadoras, depósitos de solventes e áreas de envase. O laudo delimita a área de risco e verifica quem trabalha dentro dela.

Explosivos

Armazenamento, transporte e manuseio de explosivos e materiais semelhantes, com as respectivas áreas de segurança.

Energia elétrica

Manutenção e operação em instalações energizadas, subestações e redes, além de atividades em condições de risco equivalente.

Segurança patrimonial

Vigilância e proteção de pessoas e bens, com exposição a roubo ou outras formas de violência física.

A NR-16 também trata de outras situações, como radiações ionizantes e atividades com motocicleta. Esses pontos têm regras próprias e são avaliados conforme a norma vigente.

Como o enquadramento é decidido

Ao contrário da insalubridade, a periculosidade não depende de medir concentração ou intensidade. O que pesa é a atividade, o local e a forma de contato com o risco. Por isso, a inspeção é detalhada: olhamos a planta, as quantidades armazenadas, a distância dos postos de trabalho, o tipo de recipiente e a frequência com que cada função entra nas áreas de risco.

A diferença entre exposição eventual, intermitente e permanente faz toda a diferença na conclusão. Um frentista que abastece o dia inteiro está em situação muito diferente de um supervisor que passa pela pista uma vez por semana. O laudo registra esses detalhes para que a decisão fique clara.

Etapas do nosso trabalho

  1. Mapeamento das funções

    Listamos cargos, setores e tarefas, com atenção especial para manutenção, logística, abastecimento e vigilância.

  2. Leitura do local

    Analisamos a planta baixa, os tanques, depósitos, painéis elétricos e o fluxo de pessoas.

  3. Inspeção acompanhada

    Visitamos as áreas com alguém da operação, observando a rotina real de cada função.

  4. Delimitação das áreas de risco

    Registramos onde estão as áreas de risco segundo a NR-16 e quem permanece nelas.

  5. Laudo e orientação

    Entregamos a conclusão por função e explicamos ao RH e à contabilidade como aplicar o resultado.

Erro comum: ampliar o tanque de combustível ou mudar o depósito de lugar sem rever o laudo. A área de risco depende da quantidade e da posição do produto. Uma obra simples pode colocar novos postos de trabalho dentro da área, ou tirá-los dela.

Periculosidade e insalubridade ao mesmo tempo

É comum a mesma função ter situação de insalubridade e de periculosidade. Os adicionais não se somam: o trabalhador escolhe o que for mais vantajoso, conforme a legislação. Ainda assim, os dois laudos precisam existir e ser coerentes. Muitas empresas aproveitam a mesma visita para fazer o laudo de insalubridade e o de periculosidade juntos.

Para tarefas pontuais em áreas perigosas, como manutenção em tanques ou serviços elétricos não rotineiros, a APR – Análise Preliminar de Riscos complementa o laudo, organizando o passo a passo seguro antes de o serviço começar.

Checklist para preparar a visita

  • Planta ou croqui com a localização de tanques, depósitos e painéis elétricos
  • Quantidade e tipo de produtos inflamáveis armazenados
  • Lista de funções que entram nessas áreas e com que frequência
  • Contratos de vigilância ou descrição da equipe própria de segurança
  • Laudos anteriores e o PGR atualizado

O apoio da MT2

Nossa equipe faz a inspeção, o laudo e a explicação do resultado em linguagem direta. Como cuidamos também dos documentos de SST e do eSocial, ajudamos a manter as informações de periculosidade alinhadas com o evento S-2240 e com o PPP dos colaboradores.

Dúvidas

Perguntas frequentes

O auxiliar administrativo que fica ao lado do tanque de combustível tem direito?

Depende de onde ele trabalha em relação à área de risco definida na NR-16 e de quanto tempo permanece ali. Estar no mesmo terreno não basta. O laudo delimita as áreas de risco e verifica quem de fato entra nelas.

Treinamento de NR-10 elimina a periculosidade do eletricista?

Não. O treinamento é obrigatório para quem trabalha com eletricidade, mas não muda a natureza da atividade. O que define a periculosidade é a exposição ao sistema elétrico de potência ou a condições equivalentes, conforme a norma vigente.

A empresa terceiriza a manutenção. O laudo cobre os terceiros?

O laudo descreve as áreas e atividades de risco do seu estabelecimento, o que ajuda a prestadora a avaliar a própria equipe. A caracterização do adicional dos terceirizados cabe ao empregador deles, mas é importante que as informações estejam alinhadas.

Pronto para colocar a saúde ocupacional em dia?

Mande uma mensagem com o número de colaboradores e as funções. A gente indica o caminho.

WhatsApp