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S-2221: o exame toxicológico do motorista profissional e o eSocial

Se a sua empresa contrata motoristas com CNH C, D ou E, o exame toxicológico faz parte da rotina do RH. A MT2 explica como o evento S-2221 se encaixa nisso e ajuda você a manter as informações do exame sempre à mão.

O que é o evento S-2221

O S-2221 é o evento do eSocial criado para registrar informações do exame toxicológico do motorista profissional empregado, aquele com CNH das categorias C, D ou E. Ele interessa a transportadoras, distribuidoras, construtoras e qualquer empresa que tenha motoristas de caminhão, ônibus ou carreta na folha. A situação do evento e as regras de envio devem ser conferidas no leiaute vigente do eSocial antes de qualquer transmissão.

Fazemos questão de dizer isso logo no início: o calendário e a obrigatoriedade dos eventos mudam, e por isso esta página não afirma se o S-2221 está ou não sendo exigido hoje. O que é certo é que os dados do exame precisam estar organizados, seja para o eSocial, seja para comprovar o cumprimento da lei.

Quando o motorista faz o exame toxicológico

Pela CLT, o exame toxicológico do motorista profissional é feito na admissão e no desligamento. Além disso, a legislação de trânsito tem regras próprias para a habilitação dessas categorias, que correm em paralelo com as obrigações da empresa.

Na rotina do RH, o ponto sensível costuma ser o tempo. Na contratação, o exame precisa estar resolvido antes de o motorista pegar a estrada. Na rescisão, ele entra na lista de pendências junto com o demissional e os documentos do desligamento. Quando o toxicológico é tratado como um item separado, sem dono, é comum descobrir a falta só na hora de fechar a rescisão.

SituaçãoO que o RH deve verificar
Contratação de motorista com CNH C, D ou EExame toxicológico antes do início, junto com o admissional
Desligamento do motoristaExame toxicológico no encerramento do contrato, conforme a lei
Colaborador que passa a ser motoristaExame de mudança de risco e o toxicológico da nova função
Motorista com CNH A ou BA regra legal do toxicológico trata das categorias C, D e E; para os demais, siga o que o PCMSO prevê

Dados que convém ter organizados

Independentemente da situação do evento, estes dados devem estar arquivados e fáceis de achar para cada motorista:

  • Data da coleta do exame
  • Identificação do laboratório responsável pela análise
  • Código do exame que consta no laudo
  • Identificação do médico revisor que assinou o resultado
  • Número e categoria da CNH do motorista
  • Vínculo do exame com a admissão ou com o desligamento

Erro comum: confundir o toxicológico com um exame complementar do PCMSO e lançar tudo no S-2220. São coisas diferentes, com regras próprias. Misturar as informações gera inconsistências difíceis de explicar depois.

Como a rotina fica organizada

  1. Identificação dos motoristas

    Levantamos com o RH quais funções exigem CNH C, D ou E e quem está nelas.

  2. Agendamento dos exames

    O exame toxicológico entra junto com o admissional ou o demissional, para não atrasar contratação nem rescisão.

  3. Arquivo dos dados

    Organizamos as informações do laudo por colaborador, prontas para consulta.

  4. Conferência no leiaute vigente

    Verificamos como o eSocial trata o evento naquele momento e seguimos a orientação em vigor.

Ligação com os outros eventos de SST

O motorista também gera o S-2220 de cada exame ocupacional e, normalmente, o S-2240 com as condições da função, como vibração de corpo inteiro e ruído, quando presentes. Manter todos esses eventos coerentes evita perguntas em fiscalização e ajuda na hora de emitir o PPP.

Se algum dado do motorista foi transmitido com erro em qualquer desses eventos, a correção segue as regras da retificação de eventos. E, quando o eSocial publicar uma nova versão do leiaute, vale revisar se o tratamento do toxicológico mudou antes do próximo envio, em vez de repetir automaticamente o que era feito antes.

O apoio da MT2 à frota da sua empresa

Ajudamos o RH a identificar quem precisa do toxicológico, encaixamos o exame no fluxo de admissão e demissão e acompanhamos as orientações do eSocial sobre o S-2221. Assim, quando houver mudança no leiaute, você fica sabendo sem precisar garimpar a informação. Fale com a gente pelo WhatsApp.

Dúvidas

Perguntas frequentes

O S-2221 está valendo hoje?

A situação do evento depende do leiaute e das orientações em vigor no eSocial, que mudam ao longo do tempo. Antes de transmitir ou de deixar de transmitir, confira o leiaute vigente e o Manual de Orientação do eSocial. Podemos fazer essa checagem com você.

Motorista com CNH B que dirige carro da empresa precisa do toxicológico?

A exigência legal do exame toxicológico está ligada ao motorista profissional das categorias C, D e E. Para outras categorias, a necessidade não decorre automaticamente da lei, e a empresa deve avaliar com o médico do trabalho o que o PCMSO prevê.

O resultado do toxicológico aparece no ASO?

O toxicológico tem regras próprias e não se confunde com os exames complementares do PCMSO. O médico do trabalho considera as informações disponíveis na avaliação, mas o tratamento do resultado segue as normas específicas do exame e o sigilo médico.

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